Previdência: Centrais Sindicais podem parar Brasil se reforma voltar Destaque

As centrais sindicais CSB, CSP/Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central decidiram, na sede do Dieese, em de São Paulo, intensificar a luta contra a proposta de reforma da Previdência anunciada recentemente por intermédio dos meios de comunicação.

Durante a reunião os sindicalistas elaboraram um documento unitário com as próximas ações do movimento sindical, entre as quais a realização de um seminário, em 12 de novembro, para iniciar a organização da campanha nacional sobre a ‘Previdência que queremos’.

“É hora de fortalecer a unidade do movimento sindical. Bolsonaro quer aprofundar a agenda golpista imposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Os dois compartilham objetivos semelhantes em relação à Previdência e ambos querem o fim do sistema público de aposentadorias”, afirma Adilson Araújo, presidente da CTB.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, ressalta que a única forma de os trabalhadores lutarem para impedir a aprovação de uma reforma que retira direitos é fortalecer ainda mais a unidade de ação. “A unidade, a resistência e a luta serão fundamentais para barrarmos mais este retrocesso e os graves impactos da ‘reforma’ na vida dos trabalhadores e trabalhadoras.”

Fonte: Portais Centrais Sindicais

COBAP conclama: “vamos às ruas pelas aposentadorias”

A Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (COBAP) conclama o povo para ir às ruas para defender o direito de se aposentar, que volta a ser ameaçado por Bolsonaro e sua equipe logo após as eleições presidenciais: “vamos sair às ruas em defesa da Previdência”, disse a entidade em nota divulgada recentemente.

“É preciso continuar a luta em defesa da Previdência Social pública e em defesa do sistema de Seguridade Social conforme estabelece a Constituição de 1988. Um sistema que traz universalidade no atendimento e fontes próprias de custeio.”

Um dos principais argumentos é o de que a Previdência Social é deficitária, espalhando essa mentira pelos quatro cantos do país. Na realidade, denuncia a COBAP, “ao contrário do que alardeia o Governo Federal, a Previdência não tem déficit e cumpre muito bem com suas obrigações de pagamento das aposentadorias e pensões. O problema é que o Governo Federal interfere no funcionamento da Previdência e da Seguridade Social e desvia recursos para outras finalidades”

Esse desvio, feito por meio das Desvinculações de Receita da União (DRU), dispositivo que permite desvincular até 30% da receita da Seguridade Social, com exceção das contribuições previdenciárias, que somente em 2016 subtraiu R$91,8 bilhões. As isenções fiscais são outro mecanismo de desvio de verbas da previdência.

Fonte: Portal HP

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