CPMF de Bolsonaro favorece patrões e trabalhadores pagam a conta Destaque

intenção do governo agora eleito de Jair Bolsonaro de recriar o imposto sobre movimentação financeira, a chamada CPMF, volta a ocupar a cena. Durante a campanha, o economista e futuro ministro da Fazenda havia dito que o imposto estava nos planos, mas Bolsonaro negou.

"A equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro quer criar um imposto sobre movimentações financeiras para acabar com a contribuição ao INSS que as empresas recolhem sobre os salários dos funcionários. O tributo incidiria sobre todas as operações, como saques e transações bancárias, e a estimativa é que seria possível arrecadar ao menos R$ 275 bilhões por ano. O modelo é semelhante ao da extinta CPMF", diz o jornalista Marcelo Côrrea, em matéria publicada no jornal O Globo.

A troca do imposto teria o apoio da classe empresarial pois acabaria com a contribuição ao INSS que as empresas recolhem sobre os salários dos funcionários para custear a previdência.

O vazamento da informação voltou a incomodar Bolsonaro que por meio das redes sociais disse que desautoriza informações divulgadas por “equipe de Bolsonaro”.

“Desautorizo informações prestadas junto à mídia por qualquer grupo intitulado “equipe de Bolsonaro”, especulando sobre os mais variados assuntos, tais como CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira], Previdência, etc”, escreveu Bolsonaro.

Mas a "equipe de Bolsonaro" não é tão genérica. Segundo Marcos Cintra, assessor de Paulo Guedes, a alíquota do novo tributo seria de 0,4% a 0,45%, em cada operação. Cintra detalhou a proposta ao O Globo, afirmando que "numa transferência bancária, as duas partes seriam descontadas", ou seja, "ao transferir dinheiro para outra pessoa, há um desconto de 0,4% a 0,45%".

FIM DO ABONO SALARIAL - O futuro ministro da Fazenda de Bolsonaro, Paulo Guedes, já disse que pretende manter membros da equipe econômica de Michel Temer, sinalizando que a proposta é manter e ampliar a política de cortes de investimentos, principalmente dos programas sociais.

A afinidade com a equipe de Temer é tanta que já defendem diretrizes para o governo Bolsonaro. Uma das medidas que a equipe de Temer propõe é restringir ou até acabar com o chamado abono salarial, benefício concedido aos mais pobres que ganham até dois salários mínimos.

Temer tentou acabar com o abano, mas a proposta com forte rejeição popular não foi a frente diante do custo político que representava às vésperas da eleição. A equipe de Guedes-Bolsonaro já defendeu publicamente mudanças no benefício.

Apesar das tratativas de transição só iniciaram estarem marcadas somente para a próxima semana, as conversas informais já estão em curso e Bolsonaro já disse em entrevista que vai encaminha ao Congresso um "pacotão" de medidas logo no início do mandato.

Além de medidas consideradas mais estruturais, a equipe econômica avalia que os assessores de Bolsonaro devem pedir apoio ao Congresso para a aprovação da medida que adia o reajuste do salário dos servidores para 2020 (mais informações nesta página). O texto precisa ser aprovado até 8 de fevereiro do ano que vem, mas na prática o ideal seria votar a MP ainda este ano.

Fonte: Portal Vermelho

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