Trabalhadores vão às ruas contra o desmonte da CLT Destaque

Manifestação convocada pelas Centrais e movimentos sociais não aceita os retrocessos das “reformas” de Temer

Em todos os estados brasileiros trabalhadoras e trabalhadores foram às ruas dia 10 contra o fim da legislação trabalhista, que termina amanhã com a vigência da antirreforma aprovada pelo Congresso e sancionada pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Centrais sindicais, a CONTEE e os movimentos sociais se uniram para denunciar o maior ataque aos direitos trabalhistas desde a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), há 74 anos.

A voz das ruas foi de protesto, a voz da mídia oligopolista, patronal, foi de saudação do “novo tempo” em que os trabalhadores poderão receber até menos do que o salário mínimo, ficar sem direito ao 13° salário, férias e aposentadoria. Nas praças, rodoviárias, rodovias, prédios do INSS, fábricas e sedes da Justiça do Trabalho os assalariados registraram sua indignação.

O coordenador-geral da CONTEE, Gilson Reis, participou da manifestação em Belo Horizonte (MG). “O Brasil foi o último país do mundo a pôr fim à escravidão legal e, mais de 100 anos depois, está em vias de ser o primeiro a liquidar com qualquer proteção aos direitos dos trabalhadores. Não aceitamos esses retrocessos e nossa luta será permanente contra as privatizações, o desemprego, a precarização do trabalho, a escravidão e o desmonte das conquista sociais”, protestou.

Na capital paulista, a Praça da Sé ficou lotada no ato nacional das centrais sindicais. A concentração foi seguida de caminhada até a Avenida Paulista. “Estão impondo uma agenda ultraliberal no país, que liquida com a CLT e rasga a Constituição.

Estão promovendo um assalto deslavado ao país, entregando o pré-sal, as nossas maiores estatais e as riquezas nacionais”, denunciou Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Afirmando que 81% dos brasileiros rejeitam a reforma, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, alertou: “Eles (golpistas) não conseguiram fazer tudo ainda. Uma coisa foi ter passado a reforma no Congresso Nacional, outra é efetivar no chão de fábrica”.

“Não vai ser um canalha que vai colocar o movimento sindical de joelhos”, reforçou o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto.

“Se eles colocaram em votação a reforma da Previdência, o Brasil tem de parar”, ameaçou Luiz Carlos Prates, o Mancha, da coordenação da CSP-Conlutas.

João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical, valorizou a unidade do sindicalismo e a capacidade de mobilização: “O protesto de hoje mostra não só nosso repúdio ao corte de direitos. Ele acumula forças para futuras negociações com o patronato, o Congresso e o governo”.

“Nós queremos construir alguma coisa que seja equilibrada. Essa reforma é essencialmente empresarial, 117 artigos da cartilha empresarial. Nada contra os empresários, mas não tem nenhum artigo que tenha um foco social ou olhar sindical”, criticou o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah.

Fonte: CONTEE

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