SINPRO JUIZ DE FORA: Pelo direito de lutar! Destaque

O Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (SINPRO-JF) lamenta e repudia a orientação do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe Sudeste – MG) às escolas para que punam professores que aderirem ao Dia Nacional de Paralisação.

            Em nota repleta de equívocos e publicada na imprensa local, o Sinepe busca intimidar professores que estão exercendo o legítimo direito de paralisação das atividades, previsto na Lei Nº 7.783/1889. Em respeito à comunidade escolar e à população de Juiz de Fora, o SINPRO-JF informa corretamente:

            1 – O protesto marcado para o dia 10 de novembro foi nacionalmente convocado pelas centrais sindicais. A paralisação ocorre na véspera da reforma trabalhista entrar em vigência. A reforma representa o maior e mais feroz ataque contra os direitos dos trabalhadores na História do país. As mudanças levarão ao empobrecimento da população, com o aumento da exploração, a queda geral no nível salarial e a impossibilidade para o trabalhador de planejar o futuro.

                2 – De forma similar às mobilizações realizadas pela classe trabalhadora no primeiro semestre, manifestações pela revogação da reforma trabalhista ocorrerão em todas as regiões do Brasil. Cabe ressaltar a participação expressiva dos professores da Rede Particular de Juiz de Fora nas mobilizações do primeiro semestre.

                3 – No intuito de ampliar os esclarecimentos sobre os impactos da reforma trabalhista, o SINPRO-JF convocou toda a sua base, que compreende o Magistério Municipal e os professores da Rede Particular e de Idiomas, para assembleias ao longo o dia, culminando numa palestra com o corpo jurídico do sindicato.

                4 – Ministros do TST, magistrados da Justiça do Trabalho, representados pela Anamatra, instituições como o Ministério Público do Trabalho (MPT) e entidades como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre outras dezenas de organizações, têm se posicionado, publicamente, contra a reforma trabalhista, rejeitada pela maioria da população.  Nos causa espanto que o Sinepe, que representa várias instituições, algumas centenárias, compromissadas com uma educação de qualidade e com a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a justiça social e os direitos humanos, tome uma atitude contra profissionais que estão lutando pelos seus direitos.

                5 – Acatar essa absurda orientação de punir os trabalhadores com desconto salarial no momento de retirada de direitos é próprio da insensibilidade de quem visa o lucro através da exploração de seus empregados. Esquecem que a reforma é um retrocesso para toda a sociedade.

                6 – O SINPRO-JF reafirma o posicionamento firme contra quaisquer medidas, leis e atos que atentem contra os direitos da classe trabalhadora e o Estado democrático, lembrando que o dia 10 de novembro é mais uma etapa da nossa jornada de lutas contra o governo ilegítimo de Temer, derivado de um golpe. Apesar de mais de 90% da população rejeitar Temer, alguns insistem em apoiá-lo.

Fonte: SINPRO-JF

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